Um grupo de manifestantes do Movimento do Centro Contra a Exploração de Gás concentrou-se no passado dia 3, à porta da Câmara de Leiria, contra o projecto de prospecção de gás na região e foi recebido pelo executivo, que estava em reunião.
Segundo Mariana Plácito, uma das organizadoras da iniciativa, o grupo decidiu aproveitar a primeira reunião do novo presidente, Gonçalo Lopes, para exigir o cancelamento dos contratos de prospecção e exploração de gás denominados “Batalha” e “Pombal”.
“O que nos disse o presidente foi que vão esperar pelo resultado do Estudo de Impacto Ambiental. Já tinham manifestado que estão contra o ‘fracking’, mas querem ter na sua posse algo técnico. Queríamos uma posição concreta da Câmara, mas não houve”, adiantou.
Mariana Plácito salientou que o movimento está contra qualquer exploração de gás, independentemente do método utilizado, “até porque não há garantias de que o ‘fracking’ não venha depois a ser utilizado”.
Numa nota de imprensa, o Movimento relembra que “dos 15 contratos para prospecção e exploração de hidrocarbonetos, que estavam em vigor no final de 2015, apenas os de ‘Batalha’ e ‘Pombal’ continuam activos, numa área com cerca de 2.500 quilómetros quadrados, que compreende boa parte do distrito de Leiria e ainda dos distritos de Coimbra e Santarém. Os dois primeiros furos estão previstos para Aljubarrota e Bajouca”, acrescentou.
Os membros deste grupo realçam que a “Assembleia da República e a Assembleia Municipal de Leiria já aprovaram uma recomendação e uma moção contra os furos e contra a utilização da técnica de “fracking”, respectivamente, e que outras freguesias do concelho de Leiria e outros concelhos limítrofes também se pronunciaram contra os furos”.
*Notícia publicada na edição impressa de 12 de Setembro